Mira Schendel: Signo e Sigilo

Palavras-chave: signo, sigilo, escrita, vivência imediata, espaço

Resumo

Este artigo tem por objetivo realizar uma leitura da obra de Mira Schendel a partir de duas de suas monotipias da série Escritas únicas, de 1964-1965. Estas obras nos ajudarão a entender mais precisamente a relação entre “signo” e “sigilo”, palavras manuscritas nas referidas monotipias. Signo, sigilo são formas de orientação, primeiro por um tipo de materialidade praticamente indistinta da escrita e do traço que a artista desenvolveu com a técnica da monotipia; segundo, essa escrita é um fato que constitui a ética e a estética de Mira Schendel e talvez ela esteja atravessada pelo cruzamento de fronteiras entre países, linguagens, campos semânticos e pictóricos, mas sobretudo pelo que ela identificou como símbolo e vivência imediata.

DOI: https://doi.org/10.14195/2182-8830_7-1_4

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

AGAMBEN, Giorgio (2008). Signatura rerum: Sur la méthode. Paris: Vrin.

BENJAMIN, Walter (2000). “Sur le langage en général et sur le langage humain”. Œuvres 1. Paris, Folio.

BENSE, Max (2003). Pequena estética. São Paulo: Perspectiva.

DI CESARE, Donatella (2017). Stranieri residenti. Una filosofia della migrazione. Turim: Bollati Boringhieri.

DIAS, Geraldo de Souza (2000). Mira Schendel: Kunst zwischen Metaphysik und Leiblichkeit. Berlim: Galda + Wilch.

DIAS, Geraldo de Souza (2008). Mira Schendel. Do espiritual à corporeidade. São Paulo: Cosac Naify.

FLUSSER, Vilém (1992). Bodenlos: eine philosophische Autobiographie. Düsseldorf: Bollmann.

FLUSSER, Vilém (2007). Bodenlos: uma autobiografia filosófica. São Paulo: Annablume.

FREUD, Sigmund (2010). L’interprétation du rêve. Trad. Prés. Jean-Pierre Lefebvre. Paris : Éditions du Seuil.

KRISTENSEN, Stefan (2012). “Le primat du performatif de la philosophie de la percep-tion à la politique de la chair”. Ed. ALLOA, Emmanuel; Jdey, Adnen. Du sensible à l’œuvre. Esthétiques de Merleau-Ponty. Bruxelles : La Lettre Vollée. 297-315.

MAULPOIX, Jean-Michel (2018). Une histoire de l’élégie. Paris : Éditions Pocket.

MAULPOIX, Jean-Michel (2000). Du lyrisme. Paris : José Corti.

MERLEAU-PONTY, Maurice (2004). L’Œil et l’Esprit. Paris: Folio Essais.

NAVES, Rodrigo (2009). “Mira Schendel, o mundo como generosidade”. O Estado de São Paulo. 29 de março de 2009. Data de acesso: 1 Jul. 2018. https://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,mira-schendel-o-mundo-como-generosidade,346551

OSBORNE, Peter (1995). The Politics of Time: Modernity and Avant-Garde. Londres: Verso.

PALHARES, Taísa (2014). “Viver entre: a poética de Mira Schendel”. Mira Schendel. São Paulo: Pinacoteca do Estado.

PÉREZ-ORAMAS, Luis (2010). León Ferrari y Mira Schendel: el alfabeto enfurecido. Madrid: Reina Sofía.

POUND, Ezra (1991). Abc of Reading. Londres: Faber and Faber.

RAMOS, Nuno (2007). “A construção do vento (Mira Schendel)”. Ensaio Geral: Projetos, roteiros, ensaios, memória. São Paulo: Globo.

RAMOS, Nuno (2019). Verifique se o mesmo. São Paulo: Todavia.

SALZSTEIN, Sônia (1996). no vazio do mundo. Mira Schendel. São Paulo: Marca d’água.

SCHENDEL, Mira (2015). Monotypes. Nova Iorque: Hauser & Wirth.

SCHENBERG, Mário. “Na hora de se fazer a avaliação”. Ferreira, Gloria (2006). Crítica de Arte no Brasil: Temáticas Contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte. 97-99.

SEREMETAKIS, Nadia (1991). The Last Word: Women, Death, and Divination in Inner Mani. Chicago: Chicago University Press.

SETTIS, Salvatore (2017). “Classico” greco contro “classico” romano”. Futuro del “classico”. Turim: Einaudi.

VIEIRA, Trajano (2001). “Introdução”. Campos, Haroldo de. Ilíada de Homero. Volume 1. São Paulo: Mandarim.

Publicado
2019-11-17
Como Citar
de Oliveira, Eduardo. 2019. Mira Schendel: Signo E Sigilo. MATLIT: Materialidades Da Literatura 7 (1), 59-79. https://doi.org/10.14195/2182-8830_7-1_4.
Secção
Secção Temática | Thematic Section