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Parece ter passado o sobressalto a respeito do destino do livro causado em vagas sucessivas pelos familiar e reiteradamente chamados “novos meios”. Que o livro não morreu, que o livro até ganhou nova vida, que o livro afinal é insubstituível, que o livro é um instrumento aperfeiçoado e aperfeiçoável, são formulações hoje tão vulgares como as que lhe anunciavam a morte próxima por anacronismo ou desnecessidade. Por outro lado, o debate continua em torno da ideia de reedição do livro: quanto dos novos meios é afinal reedição do livro clássico? Quanto do livro clássico é afinal antecipação dos novos meios? Este número de MATLIT pretende intervir nesse debate centrando-o no problema da materialidade, sugerindo um percurso de regresso a partir da pergunta “o que ensinam os novos meios a respeito da materialidade do livro?”

Dessa pergunta se podem deduzir os tópicos do debate que MATLIT pretende prosseguir neste número.

Abel Barros Baptista (Universidade Nova de Lisboa)

Publicado: 2014-11-08

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