Inteligências múltiplas de Gardner: É possível pensar a inteligência sem um factor g?

  • Leandro S. Almeida
  • Mercedes Ferrando
  • Aristides I. Ferreira
  • Maria Dolores Prieto
  • Mari Carmen Fernández
  • Marta Sainz

Resumo

Em resposta às críticas de falta de inovação no método dos testes e de pouca atenção às variáveis sócio-culturais na avaliação da inteligência, Gardner (1983, 1999) avança com a teoria das Inteligências Múltiplas (MI) e com tarefas mais ecológicas e próximas do quotidiano dos sujeitos para a sua avaliação. No quadro do Projecto Spectrum, várias tarefas são propostas para a avaliação das MI, considerando-se neste estudo 6 tarefas cobrindo outras tantas inteligências: naturalística, linguístico-verbal, corporal-cinestésica, visuo-espacial, musical e lógico-matemática. Um total de 294 crianças entre os 5 e os 7 anos foram avaliadas com essas tarefas. Os resultados obtidos sugerem que, se ao nível da precisão, os índices de consistência interna podem ser considerados apropriados, já em relação à validade de constructo subsistem as reservas colocadas ao modelo teórico de Gardner. Com efeito, e ao contrário das posições de Gardner é defensável um factor geral, mesmo não explicando mais que 40% da variância dos resultados, e por outro lado não emergem neste estudo factores que pudessem agrupar algumas destas inteligências, como é proposto mais recentemente por Gardner.
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Publicado
2009-01-01
Como Citar
ALMEIDA, Leandro S. et al. Inteligências múltiplas de Gardner: É possível pensar a inteligência sem um factor g?. Psychologica, [S.l.], n. 50, p. p. 41-55, jan. 2009. ISSN 1647-8606. Disponível em: <https://impactum-journals.uc.pt/psychologica/article/view/969>. Acesso em: 24 maio 2019.
Secção
Artigos

Palavras-chave

Inteligências múltiplas; Projecto Spectrum; Factor g; Avaliação da inteligência