Patrimonialização do mosteiro de Tibães (1834-2024)

Autores

  • João Gadelho Novais Tavares Universidade do Porto, Centro de Investigação Transdisciplinar ‘Cultura, Espaço e Memória’ (CITCEM), Faculdade de Letras | Património Cultural, Instituto Público https://orcid.org/0000-0002-1152-7129

DOI:

https://doi.org/10.14195/0870-4147_57_10

Palavras-chave:

Mosteiro de São Martinho de Tibães, Património cultural, Património monástico, Políticas do património, Salvaguarda patrimonial

Resumo

O Mosteiro de São Martinho de Tibães testemunha a realidade do património monástico em contexto nacional, considerando a extinção das ordens religiosas, a consequente nacionalização dos bens e o posterior processo de reconhecimento destes complexos enquanto monumentos. Esta patrimonialização resulta da apreensão dos seus valores histórico, artístico, de antiguidade e.g., e da institucionalização do dever do Estado na sua proteção, culminando, neste caso, na (re)aquisição estatal e musealização. Assim, pretende-se analisar a história da gestão do mosteiro de Tibães, compreendendo os diferentes tipos de administração, meios de salvaguarda utilizados e a afetação a diversos usos. Com o objetivo de o proteger, são ativados procedimentos administrativos, como a classificação, fixação de zonas de proteção e a necessidade de aprovação prévia de quaisquer alterações no bem, quer se trate de intervenções arquitetónicas ou alteração de usos, pelo que analisar-se-ão as políticas patrimoniais portuguesas através dos estatutos das tutelas responsáveis e do quadro jurídico nacional. Ainda, considerando os usos do património e as alterações de propriedade, atentar-se-á para os vários proprietários e meios de transmissão de propriedade, bem como para as várias intervenções realizadas, o que permitirá a compreensão global das competências na gestão dos espaços, entre 1834 e 2024.

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Publicado

2026-07-30

Edição

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Artigos