A aplicação da Lei de Separação do Estado das Igrejas (1911) na diocese do Algarve

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DOI:

https://doi.org/10.14195/0870-4147_57_12

Palavras-chave:

República, Igreja, Lei de Separação, Algarve

Resumo

A produção legislativa da Lei de Separação do Estado das Igrejas, promulgada a 20 de abril de 1911, foi o culminar de uma “tendência secularizante de longa duração” existente na sociedade portuguesa. O espírito que presidiu à produção dessa lei era uma longa aspiração dos políticos republicanos, que, através dela, pretendiam laicizar a sociedade portuguesa, assim como os comportamentos, as mentalidades e as consciências dos portugueses. A entrada em vigor e a aplicação da Lei de Separação em Portugal revelou-se conturbada. Mas a sua aplicação não suscitou os mesmos problemas em todas as dioceses. Este artigo demonstra a forma como alguns dos principais artigos dessa lei foram aplicados na diocese do Algarve, assim como o papel revelado pelo seu prelado na contestação à aplicação dessa lei.

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Biografia Autor

João Aleixo, Universidade Nova de Lisboa, Instituto de História Contemporânea

João Romero Chagas Aleixo é licenciado em História (2011), Mestre em História contempornea (2014) e Doutor em História contempornea (2022) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É investigador do Instituto de História contempornea da Universidade Nova de Lisboa desde 2014 (NOVA I.H.C / IN2PAST). Tem publicado três livros e diversos artigos e ensaios em obras colectivas e revistas científicas, no mbito da História da Religiosidade Popular em Loulé, da História Económica e Social do Algarve para o período do século XIX e da História das Migrações Inter-regionais entre a Andaluzia e o Algarve ao longo do século XIX e do princípio do século XX. Venceu a 1.ª edição (2021) e a 3.ª edição (2025) do Prémio Nacional de Investigação Professor Joaquim Romero Magalhães, assim como ganhou a primeira Menção Honrosa na 1.ª edição do Prémio de Ensaio Histórico da Cidade de Faro (2019), bem como a 1.ª Menção Honrosa na 2.ª edição do Prémio Nacional de Investigação Professor Joaquim Romero Magalhães (2023). 

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Publicado

2026-07-30

Edição

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Artigos