Do traço da letra ao risco do desenho: uma forma de arquivar

Resumo

O artigo que apresentamos versa sobre a arquivação da documentação medieval. Ontem, como hoje, as instituições e os homens que lhes davam corpo sempre se confrontaram com o imperativo de preservar a sua memória escrita, mas não menos com o dever de tratarem a documentação para dela poderem dispor como um testemunho probatório e aproveitá‑la de acordo com os seus diversos objetivos e múltiplas funcionalidades. Refletiremos neste estudo
sobre estas vertentes da arquivação medieval, atentando num caso muito singular e particular de uma casa monástica, concretamente o mosteiro de Pedroso. Trabalhou nesta instituição um cartorário que utilizou um singular método de arquivação, recorrendo a cotas alfabéticas e ideogramáticas, que, embora conhecido em tempos medievais, não era, no entanto, muito vulgar. Procurámos, então, sistematizar esses sinais ou símbolos, interpretá‑los e descodificá‑los,
com vista a melhor percecionarmos o seu valor para o arquivista que os escreveu e desenhou nos pergaminhos do fundo documental da casa monástica a que por certo pertencia.

Palavras-chave

Arquivo medieval, método de arquivação, mosteiro de Pedroso, sinais e símbolos

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Publicado
2019-01-03
Como Citar
COELHO, Maria Helena da Cruz. Do traço da letra ao risco do desenho: uma forma de arquivar. Revista Portuguesa de História, [S.l.], v. 49, p. 55-95, jan. 2019. Disponível em: <https://impactum-journals.uc.pt/rph/article/view/6131>. Acesso em: 26 jun. 2019.
Secção
Artigos