Riscos de fumos de incêndio. Actualidade e controvérsias nas intoxicações

  • Romero Bandeira Medicina de Catástrofe – ICBAS/UPorto; Presidente do Conselho Científico e Pedagógico - ENB
  • Rui Ponce Leão Mestre em Saúde Ocupacional; Docente - ESS Gaia/Instituto Piaget
  • Sara Gandra Mestre em Medicina de Catástrofe pelo ICBAS/UP; Enfermeira do Serviço de Cuidados Intensivos I - HGSA/ CHPorto
  • Ana Mafalda Reis Doutoranda, Medicina de Catástrofe – ICBAS/UPorto; Neurorradiologista - HPH/ULSMatosinhos
  • Romero Gandra Jurista – Inspector Estagiário PJ; Formador ENB
Palavras-chave: CO, controvérsias, HCN, intoxicações, riscos

Resumo

As vítimas de um incêndio manifestam comummente lesões por inalação de fumos, sendo esta a causa mais frequente de morte, quer em pacientes que apresentam queimaduras, quer na ausência das mesmas.

A inalação de fumos pode ocasionar lesão epitelial directa na mucosa respiratória com perda dos cílios epiteliais brônquicos e diminuição do factor tensioactivo alveolar. Produzem-se microatelectasias e por vezes atelectasias que se complicam por edema mucoso, assim como, obstrução mecânica pelo tecido descamado e respectivas secreções, originando cumulativamente uma insuficiência respiratória aguda multifactorial (AINA, 2008).

As principais controvérsias têm-se centrado no tratamento das intoxicações por CO e HCN que, como se comprovou nas últimas décadas, se encontram combinados na maior parte dos incêndios com materiais combustíveis sintéticos (DUFOL, 2008).

Abordaremos as intoxicações por CO e HCN, que pela sua maior frequência e morbi-mortalidade consideramos serem mais relevantes.

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Publicado
2009-08-12
Secção
Artigos