Evolução da fisiografia e ocupação antrópica na área estuarina do rio Mondego e região envolvente (Portugal centro-oeste), desde 1947

  • P. Proença Cunha Universidade de Coimbra
  • J. Pinto Universidade de Coimbra
  • J. L. Dinis Universidade de Coimbra
Palavras-chave: Fisiografia, efeitos antrópicos, foto-aéreas, estuário, Rio Mondego, Portugal, erosão costeira, impactes ambientais, gestão e ordenamento.

Resumo

A partir de 1960, a área costeira nas imediações da cidade da Figueira da Foz teve uma evolução muito rápida causada por intensas actividades antrópicas na bacia hidrográfica do Mondego e na faixa litoral. As conclusões mais relevantes deste estudo, por análise de coberturas de fotografia aérea de 1947 a 1996, bibliografia e documentos cartográficos, são: I) importantes e rápidas modificações da morfologia do estuário e da faixa litoral adjacente (sistema de praia/cordão dunar longilitoral), resultantes principalmente da construção dos molhes do porto e das subsequentes obras de protecção local da costa; 2) alteração da dinâmica sedimentar das áreas estuarina e fluvial, em consequência da regularização da bacia hidrográfica; 3) crescimento urbano e industrial, com expansão para o estuário e o campo de dunas eólicas; 4) desenvolvimento da aquacultura e do cultivo de arroz, com declínio das marinhas de sal e de outras actividades agrícolas tradicionais; 5) recuo generalizado da linha de costa, acentuadamente erosivo. A gestão e o ordenamento desta bela zona costeira, acompanhados de estudos de monitorização, devem ser orientados de modo a permitir a sua preservação e evolução natural, através de condicionamentos à ocupação antrópica.

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Publicado
1997-09-20
Edição
Secção
Artigos