Alma, morte e imortalidade

Autores

  • Giovanni Casertano Universitá degli Studi di Napoli, Federico II (Itália)

DOI:

https://doi.org/10.14195/1984-249X_17_6

Palavras-chave:

Platão, Fédon, alma, morte, imortalidade

Resumo

os diálogos de Platão são grandes representações teatrais. representações em que se põe em cena sobretudo algo que nenhum dos tragediógrafos ou dos comediógrafos gregos se atrevera a tratar antes de Platão: a filosofia. Cada diálogo é, por conseguinte, uma obra teatral que trata um tema, ou muitos temas, da filosofia, aquela "filosofia" que precisamente com Pla-tão recebeu a sua primeira e poderosa conotação. o Fédon foi, como é natural, interpretado das mais variadas formas. o que acontece é que, no Fédon, há, sim, a perspetiva das ideias con-traposta à de um puro e simples empirismo; há, sim, a procla-mação da imortalidade da alma; há, sim, incongruências lógi-cas e argumentativas: mas para alcançar o sentido disto tudo é preciso abandonar precisamente a pretensão de encontrar no Fédon um tratado de filosofia. É mister lê -lo, então, como uma obra teatral que põe em cena uma situação singular “ o último dia da vida de Sócrates “ com personagens singulares que dis-cutem a filosofia, do que para eles é a filosofia. e discutem “ é realmente isto que Platão põe em cena “ com toda a complexi-dade dos sentimentos que à s vezes experimentam: prazer e dor, lágrimas, sorrisos e gargalhadas, queixumes e comoção. Neste último dia, na cela de Sócrates representa -se em síntese toda a vida desses homens.

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Referências

TAYLOR, a.e. (1968). Platone. L’uomo e l’opera, tr. it. Firenze 1968 (= London 1926).

CASERTANO, G. (2010). Paradigmas da verdade em Platão. São Paulo, ed . Loyola.

CASERTANO, G. (2014). La morte e la zattera:mythos e logos nel Fedone. In: rotoNDaro, S. (ed.). Mythos e logos. atti del Convegno III edizione Certamen Platonicum, Liceo di Viggiano 18 aprile 2013. Porfidio editore, Moliterno, pp. 27 -38.

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Publicado

2016-04-29

Como Citar

Casertano, G. (2016). Alma, morte e imortalidade. Revista Archai, (17), 137–158. https://doi.org/10.14195/1984-249X_17_6