A encomenda de livros na Loja da Impressão Régia: um breve exame sobre a circulação dos impressos
DOI:
https://doi.org/10.14195/2184-7681_55_5Palavras-chave:
Impressão Régia, Livraria da Impressão Régia, Circulação de Livros, Comércio LiterárioResumo
Instituída pelo alvará de 24 de dezembro de 1768, a Impressão Régia transcendeu a mera função tipográfica. Como instrumento fundamental das reformas culturais e políticas promovidas pelo Marquês de Pombal, a sua fundação contemplava também a intermediação e o controlo da circulação literária através da venda de livros, regulando tanto o que era publicado quanto o que era comercializado. O presente artigo visa examinar a loja de livros da Impressão Régia a partir de um estudo de caso específico: a análise de uma encomenda particular de 765 títulos, predominantemente italianos, procedentes de Inglaterra. Este estudo pretende desvendar o que a lista de livros revela sobre os seus autores, títulos e proveniências, determinar em que medida estas obras estavam inseridas no circuito de comunicação literária do século XVIII e, por fim, avaliar até que ponto refletem as diretrizes e características da própria Impressão Régia e dos seus agentes.
