A construção dos novos estabelecimentos da Reforma Pombalina da Universidade de Coimbra, dirigida por Guilherme Elsden

Resumo

Há cerca de três anos, iniciámos um processo de cotejo sistemático da documentação escrita relativa à Reforma Pombalina da Universidade de Coimbra (1772-1777), com os levantamentos, desenhos e projetos para os novos estabelecimentos, dirigidos e produzidos pelo Tenente-Coronel de origem britânica Guilherme Elsden. Nesse quadro, realizámos uma comunicação para o ciclo de conferências «A Universidade de Coimbra no caminho para a Contemporaneidade», da 19ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra (dedicada ao tema «Quem somos?»), que teve lugar na Casa das Caldeiras, em Coimbra, a 27 de abril de 2017. Coordenámos, seguidamente, uma exposição de desenhos da Reforma Pombalina, no Museu Nacional de Machado de Castro (com a Dr.ª Virgínia Gomes, patente entre outubro de 2018 e fevereiro de 2019), onde pudemos organizar cronologicamente um conjunto alargado de peças gráfi cas (algumas pertencentes à Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra), sequência que veio validar e reforçar a nossa primeira leitura dos factos. No presente artigo (que resulta, em grande medida, do texto da comunicação de 2017) retomamos o estabelecimento de uma base cronológica para a datação de alguns desenhos-chave que foram sendo realizados no curto espaço de pouco mais de um ano, entre finais de 1772 e inícios de 1774. A seriação desses desenhos mostra como a Reforma Pombalina recebeu um incremento no impacto urbano e na escala das suas arquiteturas durante esse tempo, em particular na definição de estabelecimentos como o Observatório Astronómico e o Laboratório Chimico. Esse incremento deveu- -se, em parte, ao desenvolvimento natural das propostas, mas também, e em grande medida, ao competente desempenho de Elsden e ao crescente entusiasmo do próprio Marquês de Pombal em relação aos novos projetos.

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Publicado
2020-02-26
Secção
Artigos