Dialética rural-urbano e patrimônio-territorial na África. Mercado Chiuaula, em Lichinga, Moçambique
DOI:
https://doi.org/10.14195/0871-1623_52_2Palavras-chave:
Urbanização africana, Patrimônio-territorial decolonial, Rural-urbano, Abastecimento urbanoResumo
O artigo analisa as condições de permanência do patrimônio-territorial no mercado de Chiuaula, em Lichinga, Moçambique, como síntese da dialética rural-urbano, no processo da urbanização africana. Compreende-se o mercado de Chiuaula como um patrimônio-territorial, lugar da resistência contra o empobrecimento urbano-rural africano e expressão da vida cotidiana popular. A metodologia se baseia em: i) pesquisa bibliográfica sobre a urbanização e a dialética rural-urbano na África; ii) revisão da teoria relacionada ao patrimônio-territorial de enfoque decolonial; iii) trabalho de campo para realização de entrevistas semiestruturadas e levantamento de informações sobre a dinâmica comercial do âmbito do mercado (envolvendo saberes, produtos e vendedores). Verificou-se que os produtos comercializados no mercado Chiuaula singularizam a interação rural-urbana no viés da urbanização africana; o estabelecimento constitui-se como relevante patrimônio-territorial, na ótica dos vendedores, que têm o lugar como fonte de mitigação do empobrecimento material e sobrevivência de cerca de 864 famílias, além de espaço do fortalecimento de vínculos sociais.
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