Português O teatro como manifesto político no advento do salazarismo: O caso da peça O Estandarte, em 1932

Autores

  • José Guilherme Victorino Professor na Universidade Autónoma de Lisboa, Investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra – CEIS20

DOI:

https://doi.org/10.14195/1647-8622_18_8

Resumo

O presente estudo tem por objeto a análise do enredo e dos múltiplos contornos de uma obra nunca publicada, julgada como perdida, O Estandarte, original de António Ferro, levada à cena em 1932. Para além da polémica que rodeou a estreia, examinam-se outros elementos, como as motivações do autor ao ter baseado a peça em factos reais, incidindo sobre a vida de Homem Cristo Filho, não só pretendendo reabilitar a sua memória, como aproveitando para clamar sobre a necessidade de um apaziguamento entre fações em conflito no mesmo campo político. Além da imprensa da época, esta pesquisa incluiu a consulta de correspondência inédita, entre ambos, de onde também se colocam hipóteses sobre as motivações e antecedentes que terão levado Ferro a estrear a peça naquele momento político e a probabilidade de, através d’O Estandarte, ter pretendido contribuir para a criação de um ambiente favorável à ascensão de Salazar, perante a opinião pública, demarcando-se, em simultâneo, de um passado extremista, da maior conveniência perante o advento da nova ordem que começava a prefigurar-se.

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Publicado

2018-03-12

Edição

Secção

Artigos