Eça de Queirós e a educação: As Farpas em Uma Campanha Alegre

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14195/3051-8601_31_10

Palavras-chave:

Eça de Queirós, Crônicas, As Farpas. Uma Campanha Alegre, Educação

Resumo

A crônica foi um importante meio de crítica e divulgação de ideias no século XIX. Sob os estatutos desse gênero literário Eça de Queirós (1845-1900) e Ramalho Ortigão (1836-1915) produziram os folhetos As Farpas– crônica mensal da política, das letras e dos costumes. Nos dois primeiros anos de circulação da publicação, entre 1871 e 1872, Eça contribuiu com textos que satirizavam diversos aspectos da sociedade portuguesa. Após sua saída para atuar como cônsul em Cuba, Ortigão seguiu com a publicação até 1882, e em 1890 propôs a republicação dos textos de Eça, o que foi aceito pelo autor com a condição de que ele mesmo revisasse seus textos e alterasse o título original da obra. Assim, surgiu Uma Campanha Alegre (1890-1891), versão revisada e com partes suprimidas de As Farpas. Este artigo analisa a crônica de outubro de 1871, publicada originalmente n’As Farpas, e sua versão modificada em Uma Campanha Alegre, com foco nas supressões relacionadas à Educação. Busca-se compreender os motivos que levaram Eça a eliminar certos trechos, considerando o contexto sociopolítico e ideológico da época.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2025-12-28

Edição

Secção

Outros Eças