A relíquia como vocação polifônica, ou um romance estranho
DOI:
https://doi.org/10.14195/3051-8601_29-30_4Keywords:
Romance, História, Paródia, PolifoniaAbstract
A Relíquia, romance de Eça de Queirós, apresenta uma narrativa que, desde seu início, promete ser um contradiscurso da história, mais especificamente, um contradiscurso da Jerusalém passeada e comentada, cujo autor é amigo de viagem do narrador, Topsius, intimado, no prefácio ao livro, a incluir em uma nova versão de sua obra o recheio dos embrulhos de papel pardo, elemento crucial da trama do romance e fundamental para entendermos o destino do narrador. A forma como a narrativa está organizada e algumas alegações de Teodorico permitem-nos refletir sobre a produção historiográfica de oitocentos. Desse modo, através de um levantamento das indicações metanarrativas do narrador e da forma do romance, pretendo demonstrar como se estabelece o debate histórico dentro da obra.
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