Sustentabilidade, Expansão urbana e Renaturalização

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14195/2182-2387_51_1

Palavras-chave:

Renaturalização Urbana, Soluções Baseadas na Natureza (NBS), Sustentabilidade, Planeamento Urbano, Resiliência Ecológica

Resumo

A intensificação da degradação dos habitats naturais e a conse- quente perda de biodiversidade constituem desafios centrais aÌ€ sustentabilidade ambiental em escala planeta?ria. A expansão urbana acelerada, aliada ao uso insus- tenta?vel dos recursos e aÌ€ fragmentação dos ecossistemas, tem agravado um qua- dro de vulnerabilidade ecolo?gica sem precedentes. Os espaços urbanos, enquanto centros dinaÌ‚micos de consumo, inovação e transformação territorial, assumem um papel estrate?gico na inversão dessas tendeÌ‚ncias. A renaturalização urbana, particularmente por meio da adoção de Soluções Baseadas na Natureza (Nature- -Based Solutions “ NBS), configura-se como uma ferramenta, muito diversificada e emergente no planeamento urbano orientado para a resilieÌ‚ncia clima?tica e a restauração ecolo?gica.

Instrumentos como a Estrutura Ecolo?gica Municipal ja? incorporam, em conso- nância com as especificidades do territo?rio urbano, ferramentas como os corre- dores ecolo?gicos, as infraestruturas verdes, sistemas sustenta?veis de drenagem e a reabilitação de corpos hi?dricos. Estas abordagens promovem simultaneamente a conservação da biodiversidade, o bem-estar das populações e a qualidade ambiental urbana. Contudo, a implementação e aprofundamento dessas ferra- mentas ou outras da mesma natureza permanece limitada por entraves institu- cionais, pela complexidade dos regimes de governança multini?vel, por restrições orçamenta?rias e por resistências poli?tico-culturais.

Este trabalho propõe uma reflexão cri?tica sobre tais desafios, explorando caminhos operacionais para sua superação, com destaque para a importância da governança colaborativa, da participação cidadã qualificada e do fortalecimento dos marcos legais e financeiros, abordando-se exemplos do contexto português. Defende-se, por fim, a centralidade das NBS como eixo estruturante das agendas urbanas contemporâneas e vetor promissor da renaturalização das cidades.

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Publicado

2025-11-18