Fragmentação e Edição no Livro do Desassossego

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14195/2182-8830_1-1_3

Palavras-chave:

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, Interpretação, Fragmento, Edição Eletrónica

Resumo

Este artigo argumenta que as diferentes edições do Livro do Desassossego são de certa forma uma desfiguração na medida em que tomam decisões que o escritor não tomou sobre variantes ​​textuais e seleção de fragmentos. Na modernidade, na qual o “Livro” se apresenta como horizonte utópico, Pessoa produz uma escrita que não se fecha e que, portanto, permanece aberta à interpretação. Além disso, tentarei mostrar como a mediação (interpretação) de um texto se reflete em elementos gráficos que criam significado. O processo de escrita passa por diferentes etapas desde a inscrição da primeira letra no papel até ao momento de publicação seja em que formato for. A edição digital pode ser concebida como uma forma de mostrar que a escrita se baseia num processo de seleção.

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Publicado

2013-06-30

Como Citar

Giménez, Diego. 2013. «Fragmentação E Edição No Livro Do Desassossego». MATLIT: Materialidades Da Literatura 1 (1):57-73. https://doi.org/10.14195/2182-8830_1-1_3.

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Secção Temática | Thematic Section