A morte saiu à rua

  • Pedro Lopes Ferreira Universidade de Coimbra

Resumo

O objetivo principal deste artigo é demonstrar a evidência que já existe no contexto português da avaliação de estados de saúde piores que morte. Pretende‑se também fazer uma reflexão pessoal sobre o estado atual da literatura sobre a medição destes estados de saúde e elencar alguns problemas existentes de natureza metodológica. Este tipo de estados de saúde existe de facto e é apercebido e compreendido pelos doentes e pela população em geral. Várias são as técnicas utilizadas para a determinação das preferências cardinais para estados de saúde piores que morte e a sua utilização é hoje corrente em avaliações custo‑efetividade ou custo‑utilidade. No entanto, a medição de preferências para estados de saúde piores que morte está ainda numa fase inicial de desenvolvimento, mantendo‑se a necessidade de técnicas de elicitação provavelmente mais válidas e fiáveis. É essencial aprofundar a discussão sobre o conceito de estado de saúde pior que morte.

Palavras-chave

Qualidade de vida; preferência do paciente; nível de saúde; morte

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Publicado
2019-06-14
Como Citar
FERREIRA, Pedro Lopes. A morte saiu à rua. Notas Económicas, [S.l.], n. 48, p. 55-67, jun. 2019. ISSN 2183-203X. Disponível em: <https://impactum-journals.uc.pt/notaseconomicas/article/view/6661>. Acesso em: 19 ago. 2019.
Secção
Artigos