Monitorização pós-fogo e recuperação de áreas ardidas: os projetos REACT MORE e POST-FIRE FAM
DOI:
https://doi.org/10.14195/1647-7723_33-1_3Palavras-chave:
Desertificação, fogo, pós-fogo, severidade, monitorizaçãoResumo
Os projetos REACT MORE e POST-FIRE FAM, com participação do CoLAB ForestWISE, focam-se na gestão pós-fogo e recuperação de ecossistemas florestais. O REACT MORE surgiu de uma parceria com a Florestgal, S.A. e a APATA para combater a desertificação numa área de 290 ha, antes ocupada por um eucaliptal subprodutivo e frequentemente atingido por incêndios. A zona foi reconvertida com espécies florestais autóctones, mais resilientes ao clima local. Seis parcelas foram monitorizadas quanto à vegetação, fauna e condições ambientais. Identificaram-se 63 espécies florísticas e 3582 insetos de 13 ordens. As análises de solo mostraram baixa fertilidade, com maior teor de carbono nas áreas com eucalipto. Já o projeto POST-FIRE FAM avalia a severidade ao nível do solo e da vegetação (arbustiva e arbórea) de grandes incêndios em Portugal Continental, usando dados de campo e imagens de satélite. O objetivo é calibrar índices espectrais obtidos por imagens de satélite, e produzir informação cartográfica que apoiem as decisões rápidas na mitigação dos impactos e estratégias de recuperação da vegetação pós-incêndio. Até setembro de 2024 foram analisadas 20 parcelas localizadas nas áreas afetadas por dois incêndios rurais, que afetaram cerca de 1950 ha. A severidade média foi classificada moderada, apesar de sete parcelas apresentaram severidade elevada. Os dados recolhidos ainda são insuficientes para uma análise estatística robusta.
Downloads
Referências
guiar, C., Monteiro-Henriques, T., & Sánchez-Mata, D. (2013). New contributions on flora and vegetation of northeastern Portugal ultramafic outcrops. Lazaroa. Disponível em: https://revistas.ucm.es/index.php/LAZA/article/download/43642/41425/66408
Chen, Z. (2006). Effects of fire on major forest ecosystem processes: an overview. The journal of applied ecology, 17 (9): 1726-1732.
Correia, A., Oiveira, A. (1999). Principais espécies florestais com interesse para Portugal. Zonas de influência Mediterrânea. Estudos e Informação, n.º 318, Direcção-Geral das Florestas, Lisboa.
Costa, J., Aguiar, C., Capelo, J., Lousã, M. e Neto, C. (1998). Biogeografia de Portugal Continental. Quercetea.
Costa, M. & Silva, J. (2011). Estudos florísticos de áreas mediterrânicas em Portugal: uso da metodologia Braun-Blanquet. Revista de Ecologia, 12(3), 45-60.
CMDFCI (2015). Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios de Arouca (2015-2019). Diagnóstico, p. 42.
DGT (2018). Carta de Ocupação do Solo (COS2018).
DGT (2024). Carta de Ocupação de Solo Conjuntural (COSc2024).
Fernández-García, V., Santamarta, M., Fernández-Manso, A., Quintano, C., Marcos, E., & Calvo, L. (2018). Burn severity metrics in fire-prone pine ecosystems along a climatic gradient using Landsat imagery. Remote Sensing of Environment, 206, 205-217.
Guiomar, N., Fernandes, J.P., Neves, N. (2007). Modelo de análise espacial para avaliação do carácter multifuncional do espaço. [CD-Rom] Atas do III Congresso de Estudos Rurais, SPER, Universidade do Algarve, Faro.
Instituto Português do Mar e da Atmosfera - IPMA (2023). Atlas climático de Portugal continental 1981–2010. Lisboa: IPMA.
Instituto Português do Mar e da Atmosfera - IPMA (2023). Fichas climatológicas — Normal climatológica: Figueira de Castelo Rodrigo / Vilar Torpim (1981–2010). IPMA — Divisão de Clima e Alterações Climáticas. Disponível em https://www.ipma.pt/bin/file.data/climate-normal/cn_81-10_FIGUEIRA_DE_CASTELO_RODRIGO.pdf
Leitão, I. A., Ferreira, C., Boulet, A. e Ferreira, A. D. (2018). Do fogo à desertificação. A degradação dos ecossistemas florestais. In O rural depois do fogo, Orlando Simões (ed.). Edição: Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC/IPC). ISBN: 978-972-99205-8-5147, 147-154.
Naveh, Z. (1994). The role of fire and its management in the conservation of Mediterranean ecosystems and landscapes. In Moreno, J. M., Oechel, W. C. (Eds.) The role of fire in Mediterranean type ecosystems, Ecological Studies, Springer-Verlag, Vol. 107, 163-186.
Parks, S. A., Dillon, G. K., Miller, C. (2014). A New Metric for Quantifying Burn Severity: The Relativized Burn Ratio. Remote Sensing, 6, 1827-1844. DOI: https://doi.org/10.3390/rs6031827
Parson, A., Robichaud, P. R., Lewis, S. A., Napper, C. and Clark, J. T. (2010). Field guide for mapping post-fire soil burn severity. Gen. Tech. Rep. RMRS-GTR-243. Fort Collins, CO: U.S. Department of Agriculture, Forest Service, Rocky Mountain Research Station, 49 p.
Pereira, H. & Santos, A. (2013). Levantamento florístico e análise de comunidades vegetais em Portugal: aplicação da metodologia Braun-Blanquet. Boletim do Instituto de Botânica, 22(2), 111-125.
Roxo, M. J. (2023). Desertificação em Portugal. Fundação Francisco Manuel dos Santos, Edição eBook: Guidesign. ISBN 978-989-9118-95-9, 1-54, Disponível em https://books.google.pt/books?hl=pt-PT&lr=&id=JtjVEAAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT2&dq=portugal+e+a+desertifica%C3%A7%C3%A3o+dos+solos&ots=FDzSPQUEsx&sig=Wtqhpm1GpWR2qVIh6gEOG8_Tpo4&redir_esc=y#v=onepage&q=portugal%20e%20a%20desertifica%C3%A7%C3%A3o%20dos%20solos&f=false
Santín, C., Doerr, S. H. (2016). Fire effects on soils: the human dimension. Philosophical transactions of the Royal Society of London - Series B, Biological sciences, 37 (1696).
Serviço Geológico de Portugal / LNEG (1990). Carta Geológica de Portugal, Folha 15-D – Figueira de Castelo Rodrigo (Esc. 1:50 000). Notícia explicativa e folha cartográfica. LNEG/IGM.
Silva, A. F. (2005). Beirão (Complexo Xisto-Grauváquico) — caracterização litostratigráfica (Relatório / repositório LNEG). LNEG.
Stoof, C. R., Vervoort, R. W., Iwema, J., van den Elsen, E., Ferreira, A. J. D. and Ritsema, C. J. (2012). Hydrological response of a small catchment burned by experimental fire. Hydrology and Earth System Sciences, 16: 267-285.
Tribunal de Contas (2019). Relatório n.º 19/2019 – 2ª série: Auditoria ao Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação. Tribunal de Contas.
Vários (2006). Incêndios Florestais em Portugal. Caracterização, Impactes e Prevenção. João Santos Pereira, José M. Cardoso Pereira, Francisco Castro Rego, João M. Neves Silva e Tiago Pereira da Silva (Editores). ISAPress, Lisboa.
Veloso, A., Sempiterno, C., Calouro, F., Rebelo, F., Pedra, F., Isabel, V. Castro, I. V., Gonçalves, M., Marcelo, M., Pereira, P., Fareleira, P., Jordão, P., Mano, R. e Fernandes, R. (2022). Manual de fertilização das culturas. Fátima Calouro (coord.), Edição Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P. – INIAV (3ª edição), ISBN: 978-972-579-063-2.
Websites
Agência Portuguesa do Ambiente,https://rea.apambiente.pt/content/suscetibilidade-%C3%A0-desertifica%C3%A7%C3%A3o
Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Rurais, https://www.agif.pt/pt/sobre-o-sgifr
Plantas vasculares de la Península Ibérica e Islas Baleares, http://www.floraiberica.es/
Flora-On, https://flora-on.pt/
Downloads
Publicado
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 Territorium

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Os autores conservam os direitos de autor e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite a partilha do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.







