O Percepção de risco a partir do programa defesa civil na escola em Blumenau

Palavras-chave: Percepção de risco, educação, prevenção, desastres naturais, gestão de risco de desastres

Resumo

Nacionalmente conhecida pelo histórico de inundações e deslizamentos, Blumenau, localizada no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, Brasil, registrou desde a sua fundação, em 1850, 92 inundações, além dos movimentos de massa que atingem todas as regiões do município. Diante de sucessivos registros que ocasionaram danos materiais e perdas humanas, foi necessário estruturar a gestão de risco de desastre do município. Uma das ações de prevenção desenvolvidas pelo órgão em parceria com as escolas é o Programa Defesa Civil na Escola, cujo objetivo é tornar as comunidades mais seguras a partir de aulas sobre prevenção de desastres naturais com crianças e adolescentes. O presente trabalho propõe-se a analisar a percepção de risco desses alunos por meio da observação participante e pesquisa bibliográfica e documental. Constata-se neste artigo que o desenvolvimento da percepção de risco torna-os alunos multiplicadores de prevenção e resiliência.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Alexander, D. (2011). Modelos de vulnerabilidade social a desastres. Revista Crítica de Ciências Sociais, (93), 09-29. . Acedido em 20 de janeiro de 2017 em http://rccs.revues.org/113

Almeida, P. E. G. de (2015). A Política Nacional de Proteção e Defesa Civil: os desastres como problema político. 1º Seminário Internacional de Ciência Política. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2015. Acedido a 08 de abril de 2017 em https://www.ufrgs.br/sicp/wp-content/uploads/2015/09/ALMEIDA-Paula-Em%C3%ADlia-G.-A-Pol%C3%ADtica-Nacional-de-Prote%C3%A7%C3%A3o-e-Defesa-Civil-desastres-como-um-problema-pol%C3%ADtico.pdf.

BRASIL. CÂMARA DOS DEPUTADOS. COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, MEIO AMBIENTE E MINORIAS (1995). Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento: Agenda 21. Brasília: 1995.

Brasil. Lei Nº 12.608, de 10 de abril de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil – PNPDEC. Diário Oficial da União, Brasília: 2012.

Brasil. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília:1996.

Brasil. Instrução Normativa n.º 1 de 24 de agosto de 2012. Ministério da Integração Nacional, Brasília: DOU de 24/08/2012.

Beck, Ulrich (2011) Sociedade de risco: rumo a uma outra modernidade. São Paulo: Editora 34, 2011.

CENTRE FOR RESEARCH ON THE EPIDEMIOLOGY OF DISASTERS (CRED), UNITED NATIONS INTERNATIONAL STRATEGY FOR DISASTER REDUCTION (UNISDR) (2015). O custo humano relacionado a desastres 1995 – 2015. Acedido a 24 de abril de 2017, em http://www.unisdr.org/we/inform/publications. Acesso em: 15 de junho de 2016.

CEPED, U. (2012). Atlas brasileiro de desastres naturais 1991 a 2010: volume Brasil. Florianópolis, CEPED UFSC. Acedido a 12 de fevereiro de 2017, em http://150.162.127.14:8080/atlas/atlas2.html.

EIRD/ONU (ESTRATEGIA INTERNACIONAL PARA LA REDUCCIÓN DE DESASTRES, NACIONES UNIDAS) (2004). Vivir con el Riesgo – Informe mundial sobre iniciativas para la reducción de desastres. Secretaría Interinstitucional de la Estrategia Internacional para la Reducción de Desastres, Naciones Unidas (EIRD/ONU). 2004.

EMDAT. The International Disaster Database. Acedido a 15 de março de 2017 em: http://emdat.be/disaster_list/index.html

Douglas, M. e Wildavsky, A. (1983). Risk and Culture: an Essay on the Selection of Technological and Enviromental Dangers. Berkeley: University of California Press.

Marandola Junior, Ed. e Hogan, D. J.(2004). O risco em perspectiva: tendências e abordagens. Geosul. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, vol. 19, n. 38, p. 25 – 51. Acedido a 14 de fevereiro de 2017 em http://journal.ufsc.br/index.php/geosul/article/view/13431

Marques, M. L. A. P., Silva, A. F., Araújo, J. E. Q., Queiroz, T. H. S., Almeida, I. D. A. e Marino, A. A. (2014). A educação ambiental na formação da consciência ecológica. Ciências exatas e tecnológicas, 1(1), 11–18. Acedido a 10 de maio de 2017 em http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n2/a07v31n2.pdf

Mattedi, M. A.. Butzke, I. C. (2001). A relação entre o social e o natural nas abordagens de hazards e de desastres. Ambiente e Sociedade. Ano IV. n. 09. 2001. 22p. Acedido a 05 de abril de 2017 em http://www.scielo.br/pdf/asoc/n9/16877.pdf

Narváez, L., lavell, A. e Ortega, G. P. (2009). La gestión del riesgo de desastres: um enfoque basado em procesos. Secretaría General de la Comunidad. Andina, Lima, 2009.

Pozzobon, M. (2013). Análise da suscetibilidade a deslizamentos no município de Blumenau/SC: uma abordagem probalilística através da aplicação da técnica pesos de evidência (Tese de Doutorado). Universidade Federal do Paraná. Acedido a 28 de abril de 2017 em:

http://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/37045

UNISDR. SENDAI FRAMEWORK FOR DISASTER RISK REDUCTION 2015-2030. UNITED NATIONS OFFICE FOR DISASTER RISK REDUCTION (2015). 25p. Acedido a 16 de fevereiro de 2017 em http://www.wcdrr.org/uploads/EN7.pdf

UNISDR. TERMINOLOGY ON DISASTER RISK REDUCTION. GENÉVA. UNITED NATIONS INTERNATIONAL STRATEGY FOR DISASTER REDUCTION (2009). Acedido a 14 de fevereiro de 2017, em http://www.unisdr.org/files/7817_UNISDRTerminologyEnglish.pdf

UNISDR. Hyogo Framework for Action 2005 - 2015-2030 (2014). Building the resilience of nations and communities to disasters. United Nations Office for Disaster Risk Reduction, 2005. 28p. Acedido a 10 de abril de 2017 em https://www.unisdr.org/we/inform/publications/1037

UNISDR. YOKOHAMA STRATEGY AND PLAN OF ACTION FOR A SAFER WORLD (1994). World Conferenceon Natural Disaster Reduction, 20p. Acedido a 10 de abril de 2017 em http://www.unisdr.org/files/8241_doc6841contenido1.pdf

Vendruscolo, S. e Kobiyama, M. (2007). Interfaces entre a Política Nacional de Recursos Hídricos e a Política Nacional de Defesa Civil, com relação aos desastres hidrológicos no Brasil. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.

Vieira, R. e Furtado, S. M. de A. (2005). Percepções frente ao risco de deslizamento. Geosul, Florianópolis, v. 20, n. 40, p 55-75, jul./dez. 2005. Acedido a 28 de abril de 2017 em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/geosul/article/download/13236/12256

Vieira, R., Jansen, G. R. e Pozzobon, M. (2016). Redução de riscos de desastres naturais - A construção de políticas públicas em Blumenau-SC. Arquitextos. Acedido a 28 de abril de 2017 em: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/16.188/5915

Publicado
2018-03-23
Secção
Artigos