Quem existe e como existe no jornalismo: análise dos discursos sobre transexualidade e travestilidade em dois jornais de Recife/Brasil

  • Rui Caeiro
  • Heitor Rocha

Resumo

Compreendendo o jornalismo (nas sociedades ocidentais) como uma instituição que, na sua forma atual, é resultado tanto dos progressos políticos que possibilitaram a afirmação das democracias como sistemas hegemônicos, quanto dos avanços do capitalismo e colonialismo, propomos algumas reflexões para pensar esse paradoxo fundamental, que condiciona as leituras e realizações do jornalismo contemporâneo. Para tal, tomamos como objeto de análise os discursos que Jornal do Commercio e Aqui PE – dois jornais pernambucanos – veiculam sobre transexualidade e travestilidade. Olhando esses fenômenos como legitimadores de violências e marginalização social (tal como são historicamente construídos no ocidente e hegemonicamente reproduzidos), e apontando o jornalismo como espaço privilegiado de lutas pela visibilização e significação da realidade social, questionamos: onde, e de acordo com que racionalidade, sujeitos de gênero não-conforme existem por/para essa instituição? O trabalho é fundamentado nas Teorias Construtivistas do Jornalismo, bem como nas Teorias Subalternas (principalmente Estudos Queer, mas também Estudos Pós-Coloniais).

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Publicado
2016-10-12
Como Citar
CAEIRO, Rui; ROCHA, Heitor. Quem existe e como existe no jornalismo: análise dos discursos sobre transexualidade e travestilidade em dois jornais de Recife/Brasil. Media & Jornalismo, [S.l.], v. 16, n. 29, p. 201-216, out. 2016. ISSN 2183-5462. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/mj/article/view/3749>. Acesso em: 21 ago. 2017.

Palavras-chave

Jornalismo; Transexualidade; Travestilidade; Construtivismo; Colonialismo; Subalternidade