Fontes documentais para a história da imprensa em Coimbra nos séculos XVI-XVII: as escrituras notariais
DOI:
https://doi.org/10.14195/2184-7681_55_9Palavras-chave:
História do Livro, séc. XVI-XVII, Coimbra, tipografia e comércioResumo
A história da imprensa em Coimbra tem estado, muitas vezes, circunscrita ao recenseamento dos exemplares impressos na cidade e ao reconhecimento dos impressores que lhes deram vida. Mas para mais profundo conhecimento, a pesquisa sobre a sua história deverá ser alargada às fontes documentais manuscritas. Sabe-se de antemão da dificuldade de leitura paleográfica que estas fontes colocam, com as características letras encadeadas e processadas dos séculos XVI e XVII. No entanto, essas fontes não podem ser ignoradas, atendendo à complementaridade de informação com que vêm enriquecer o conhecimento da história da imprensa. O presente trabalho procura trazer a público algumas destas fontes documentais, com destaque particular para as escrituras notariais, redigidas por tabeliães de Coimbra, que contêm contratos de obrigação com impressores e livreiros. Mas uma outra tipologia de escrituras deve também ser divulgada, como as escrituras de doação, de arrendamento e, ainda, procurações e testamentos que envolvem impressores e livreiros, seja como personagens principais desses atos contratuais, seja como simples testemunhas dos mesmos, oferecendo-nos o privilégio de conhecer as suas assinaturas e as suas moradas. Apresenta-se, através dessas escrituras notariais, a Irmandade de Nossa Senhora das Neves, localizada no Colégio de Jesus de Coimbra, à qual pertenciam impressores e livreiros de Coimbra. Muitos desses “irmãos” ocuparam cargos de relevo, como juiz e escrivão da dita Irmandade.
