Mário Cesariny: a Liberdade agita, acelera, afecta, não nasce, morre em incêndio
DOI:
https://doi.org/10.14195/0870-4112_3_11_14Palavras-chave:
Liberdade (individual e coletiva), Mário Cesariny, surrealismo, poética da resistência, desobediência estéticaResumo
Este artigo propõe a partir do verso-poema “a Liberdade agita, acelera, afecta, não nasce, morre em incêndio”, uma reflexão sobre o conceito de liberdade no processo criativo de Mário Cesariny. Propomo-nos analisar as tensões entre liberdade individual, e subversão coletiva da linguagem na sua obra, marcada por uma crítica feroz ao realismo ideológico e às normatividades políticas, tanto de esquerda quanto de direita. No contexto do surrealismo português, a liberdade surge como um gesto poético e subversivo, inseparável, não convencional, mas antes uma espécie de desmantelamento da escrita pela utilização da palavra em bruto de tal modo que se fragmenta e rarefaz desarticulando-se, a fim de criar uma desconexão discursiva. A arte poética de Mário Cesariny constitui, ao mesmo tempo, uma gramática de mediação onírica do mundo e uma afirmação radical da liberdade como inquietação, rutura e resistência aos constrangimentos sociais, culturais e ideológicos do seu tempo.
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