Quilombos no Brasil, uma condição geopolítica de confinamento e resistência aos arquétipos dominantes

o caso de Helvécia no Extremo Sul da Bahia

Palavras-chave: Helvécia, Quilombola, Território, Identidade, Geo-antropologia

Resumo

Este artigo é o resultado de uma pesquisa desenvolvida na Comunidade Negra de Helvécia, um distrito do município de Nova Viçosa, estado da Bahia, e teve como objetivo principal relatar e analisar tensões que ocorrem no território desta comunidade quilombola, onde o convívio entre os descendentes de escravizados e os descendentes dos colonizadores se apresenta como diplomática, mas que não se desprendeu de algumas amarras do passado. Enquanto uma pesquisa geo-antropológica, a análise não foca apenas nas relações entre os membros da comunidade, mas também com a transformação do território. A originalidade de pesquisa está no fato de que ela expõe a dificuldade interna da comunidade se sentir ou não pertencente a um quilombola.

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Biografia Autor

Sebastião Pinheiro Gonçalves de Cerqueira Neto, Instituto Federal da Bahia

Licenciado em Geografia (UNITINS, 1996), Mestre em Geografia, com ênfase em Análise e Planejamento Sócioambiental (UFU, 2001) Doutor em Geografia, com ênfase em Análise Regional (UFS, 2009). Pós-Doutorado em Antropologia / Estudo de Quilombola (UFBA, 2014). Pós-doutorado (Bolsa-Capes) no Centro de Estudos Sociais na Universidade de Coimbra em Portugal (2015). Atualmente líder do Grupo de Pesquisa OBSERVATÓRIO MILTON SANTOS NO EXTREMO SUL DA BAHIA (IFBA/CNPQ). Atualmente realiza estágio pós-doutorado no Departamento de História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia - HCTE na Universidade Federal do Rio de Janeiro com a pesquisa A cientificidade como dilema da Geografia: um encontro teórico entre Milton Santos e Evandro Ouriques. Professor nos cursos técnicos e de especialização no IFBA, e Professor no Mestrado em Ciências e Tecnologias Ambientais IFBA/UFSB.

Publicado
2020-05-05
Secção
Artigo