Diário da peste, de Gonçalo M. Tavares: a (in)sustentável fragilidade do ser
DOI:
https://doi.org/10.14195/0870-4112_3-7_6Palavras-chave:
Diários, Pandemia, Géneros literários, Dissidências, Gonçalo M. TavaresResumo
Durante o confinamento, Gonçalo M. Tavares publicou, no jornal Expresso, crónicas diárias, intituladas Diário da peste. Convocando os mapas de Voyage autour de ma chambre, de Xavier de Maistre, e na ressonncia do Diário do ano da peste, de Daniel Dafoe, o autor de Uma viagem à Ãndia comprova a falsa sinonímia entre viagem, périplo, deslocação, percurso, excursão, itinerncia, travessia e caminhada. Se as viagens marítimas nos levaram ao outro lado do mundo, este Diário da peste é um convite à navegação metafísica do pensamento, para chegarmos ao outro lado de nós mesmos, para nos repensarmos nas nossas fraturas enquanto indivíduos e sociedade. A pandemia fomentou dissidências ontológicas, sociais, políticas, entre outras, tornou-nos hostes (inimigos/estrangeiros) até de nós mesmos. Iremos reflectir primeiramente sobre a labilidade e dissidência genológica na produção literária do autor, em seguida, faremos uma leitura orgnica destes Diários, explorando as várias dissidências em torno dos principais topoi da obra.
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