Nesta ceia soberana

Refeição mística na moralidade vicentina "Auto da Alma"

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14195/2976-0232_3_1

Palavras-chave:

Gil Vicente, Auto da Alma, Moralidades, Refeição mística, Insígnias da Paixão

Resumo

Tomando como referência o Auto da Alma, moralidade da Copilaçam de Gil Vicente, o artigo procura descortinar o simbolismo e a dimensão literário-dramatúrgica da refeição mística. O cerne deste estudo incide na análise da viagem protagonizada pela Alma. Num primeiro momento, enquanto consumidora desprevenida, surge refém dos presentes e das promessas do Diabo. Observa-se a ação do Anjo enquanto amparo e guia para o descanso na Santa Madre Igreja, a estalagem acolhedora. Atenta-se na simbologia do altar enquanto mesa da refeição mística materializada nas insígnias da Paixão e a promessa do conforto da Alma. Será a comunhão uma refeição retemperadora, mas que não salva definitivamente, reflexo da vida do homem católico em permanente luta entre o pecado e a redenção.

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Publicado

2026-03-24

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