Prospeção geofísica de vestígios de estruturas do antigo Paço Real de São Francisco (Évora), com uso de georradar e laser scanner

  • R. J. Oliveira Instituto de Ciências da Terra, Universidade de Évora
  • B. Caldeira Instituto de Ciências da Terra, Universidade de Évora Departamento de Física
  • J. F. Borges Instituto de Ciências da Terra, Universidade de Évora Departamento de Física
Palavras-chave: Geoarqueologia, geofísica aplicada, georradar, laser scanner, processamento de sinal

Resumo

No local onde atualmente existe o Palácio de D. Manuel, em Évora, terá existido o Paço Real de S. Francisco, uma das residências da monarquia portuguesa entre o século XVI e XVII. O edifício entrou em declínio em 1616, tendo sido adaptado para outras ocupações, abandonado e destruído por incêndios. Entre este edifício e o mercado existem vestígios arqueológicos, descobertos durante a execução de obras urbanas. O atual edifício foi o resultado de várias alterações sobre o que restou, a última delas na parte frontal da sua fachada, onde foram removidas umas escadas monumentais de que há registo fotográfico. Este trabalho pretende mostrar a existência de vestígios do antigo palácio, integrados nas estruturas que atualmente existem, no âmbito da investigação de metodologias eficazes de aplicação de técnicas geofísicas em Arqueologia. Para concretizar o objetivo, procedeu-se à realização de prospeção geofísica, com georradar, nas áreas adjacentes ao palácio, e com laser scanner, de modo a integrar os resultados de georradar numa representação tridimensional do atual edifício. Os resultados evidenciam a existência de estruturas que terão correspondido à escadaria do palácio e de vestígios compatíveis com a opinião de que o palácio se prolongaria para o lado onde existe o atual mercado.

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Publicado
2018-03-14
Edição
Secção
Artigos