Castelo Velho de Freixo de Numão. Enquadramento geomorfológico

  • Assunção Araújo Universidade do Porto
  • Laura Soares Universidade do Porto
  • Alberto Gomes Universidade do Porto

Resumo

A área em que se enquadra o sítio do Castelo Velho tem uma posição muito especial porque corresponde a uma espécie de encruzilhada onde a superfície de aplanamento da Meseta começa a ser movimentada e desnivelada pelo desligamento esquerdo tardi-varisco Manteigas-Vilariça-Bragança e, simultaneamente, entalhada pela erosão regressiva do Douro e seus afluentes. Com movimentação tectónica durante o Quaternário, o acidente referido é sublinhado pela rigidez do Vale da Vila, prolongando-se para Norte e originando o graben da Vilariça, enquanto para sul define o fosso tectónico da Longroiva. O sítio de Castelo Velho, dominando o Vale da Vila e a superfície de Foz Côa, permite a observação de extensas áreas sobretudo de uma parte significativa da meseta setentrional, até à serra da Marofa. À posição de charneira entre os planaltos ocidentais e a superfície da Meseta associa-se uma variação climática acentuada, devida ao profundo encaixe da rede hidrográfica, enquadrando-se no Douro Superior da Região Demarcada do Douro.

Palavras-chave

Geomorfologia, Meseta, Falha da Vilariça, Castelo Velho, Vila Nova de Foz-Côa

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Publicado
2019-07-02
Como Citar
ARAÚJO, Assunção; SOARES, Laura; GOMES, Alberto. Castelo Velho de Freixo de Numão. Enquadramento geomorfológico. digitAR - Revista Digital de Arqueologia, Arquitectura e Artes, [S.l.], n. extra 1, p. 17-49, jul. 2019. ISSN 2182-844X. Disponível em: <https://impactum-journals.uc.pt/digitar/article/view/6754>. Acesso em: 19 ago. 2019.