Vozes de silêncio. O que resta de Castelo Velho? Topografias de poeira intraduzíveis

  • Joana Alves-Ferreira Universidade de Coimbra

Resumo

Este texto resulta do exercício de “voltar” ao sítio arqueológico de Castelo Velho através dos fragmentos da sua escrita, produzida, exclusivamente, por Susana Soares Lopes entre 1993 e 2014. Este exercício afigura-se por um movimento a dois tempos. O primeiro, historiográfico, pontuado pelo ritmo histórico da marcha dos textos e seguindo a sua ordem cronológica; o segundo, de carácter genealógico e manifestando-se nos intervalos do texto como leitura dos seus incidentes, visa o desmonte do contínuo figurativo do texto, debruçando-se na descoberta dos seus vestígios e impressões. Tratou-se, afinal, de uma revisitação dos documentos que concorreram para a transformação do sítio em monumento, no qual se procurou reflectir acerca das ruínas do sentido de Castelo Velho, explorando os limites da enunciação inerentes ao discurso arqueológico sobre um lugar que resiste, infinitamente, enquanto indício de uma contingência absoluta

Palavras-chave

Castelo Velho, escrita, silêncio, contingência, possibilidade.

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Publicado
2019-07-02
Como Citar
ALVES-FERREIRA, Joana. Vozes de silêncio. O que resta de Castelo Velho? Topografias de poeira intraduzíveis. digitAR - Revista Digital de Arqueologia, Arquitectura e Artes, [S.l.], n. extra 1, p. 111-148, jul. 2019. ISSN 2182-844X. Disponível em: <https://impactum-journals.uc.pt/digitar/article/view/6757>. Acesso em: 19 ago. 2019.