CONFLITOS E TRAUMAS NO RENASCIMENTO EM PORTUGAL

  • Nair Castro Soares Univ. de Coimbra

Resumo

Num século em que a abertura à modernidade trouxe um ardor renovado pelos ideais da Antiguidade Clássica, assimilados aos valores do Cristianismo – raízes da Civilização do Ocidental –,consuma-se a perda de Constantinopla e assiste-se ao crescente domínio turco e à defesa concertada contra o seu avanço; à grande gesta dos Descobrimentos, com as inevitáveis guerras de conquista; à Reforma protestante e às guerras de religião, qual Hidra de Lerna, no dizer de Erasmo; aos conflitos armados entre príncipes cristãos, que Camões interpela no Canto VII de Os Lusíadas.

A Reforma de Lutero, Calvino, Henrique VIII fragmentaram a inconsútil túnica de Cristo e puseram fim à unidade da Respublica Christiana, que se tornou em Ocidente dos Estados. Marcantes nesta época foram o pragmatismo político de Maquiavel; o papel da ciência juridica, na definição do direito internacional e do direito dos povos.

Em Portugal, muitos foram os conflitos decorrentes da política de expansão e da acção dos sucessivos monarcas, desde os inícios da Segunda Dinastia ao reinado de D. Sebastião: exílios, perseguições, sobretudo a partir da introdução da Inquisição (1536), desastres naturais e, enfim, a perda da independência, a marcar o ocaso do Século de Ouro. 

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Publicado
2016-04-22
Como Citar
SOARES, Nair Castro. CONFLITOS E TRAUMAS NO RENASCIMENTO EM PORTUGAL. Humanitas, [S.l.], v. 67, p. 131-168, abr. 2016. ISSN 2183-1718. Disponível em: <https://impactum-journals.uc.pt/humanitas/article/view/2348>. Acesso em: 23 abr. 2019.
Secção
Artigos

Palavras-chave

Queda de Constantinopla e domínio turco; guerra contra o Islão; Descobrimentos; Humanismo, Reforma e Contra-Reforma; guerras de religião e entre príncipes cristãos; Inquisição; Humanismo e Direito; Direito internacional e Direito dos povos;

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