As Guerras da Restauração, Entre 1643 e 1665, na Correspondência de Filipe IV com Soror Maria de Jesus de Ágreda

Autores

  • João Francisco Marques Universidade do Porto, Faculdade de Letras

DOI:

https://doi.org/10.14195/2183-8925_29_4

Resumo

Os difíceis tempos vividos pelos reinos de Portugal na sequência da revolta de 1640, perante a expectativa de uma ofensiva militar da coroa espanhola que se antevia poderosa e capaz de ser desencadeada a todo o momento, alongaram-se pelas duas décadas imediatas. Limitadas às regiões fronteiriças traduziram-se as escaramuças em resultados molestos para as populações raianas. Só a partir dos finais da década de 50 se deu a temida ofensiva. Os maus anos das colheitas de cereais, as pandemias e a dificílima situação das finanças públicas iam tornando insuportáveis, em pessoas e recursos, os conflitos que a monarquia castelhana se via obrigada a sustentar na Europa com os adversários dos augsburgos, como em mares e fronteiras por onde se estendia o seu extensissimo império colonial, apesar da cadência das entradas dos galeões carregados de prata americana. No trono desde 1620, Filipe IV confiara a governação às mãos dos validos, de que o mais notado seria Olivares cuja política centralista e despótica apressara as rebeliões de Nápoles, Sicília, Catalunha e Portugal que conduziriam à sua destituição.

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Publicado

2008-06-28