Quando Ainda Se Acreditava Que as Ideias Faziam Revoluções - Manuel Emídio Garcia e Eça de Queirós
DOI:
https://doi.org/10.14195/2183-8925_29_15Resumo
A entrada que Ernesto Guerra da Cal consagra às Farpas na sua bibliografia queisoriana informa que as crónicas mensais foram a concretização de um projecto de revista antigo que o escritor partilhara com Anselmo de Andrade. Na mesma obra, agora no que diz respeito à correspondência particular do escritor, são referidas duas cartas a Manuel Emídio García, ambas publicadas na Revista Nova, no volume de 25 de Junho de 1901. As cartas, que são datadas, respectivamente, de 1867/1868 e 1871, documentam a génese d'As Farpas e trazem à luz um terceiro interveniente a que Mestre Guerra da Cal não faz referência explícitamente. O destinatário não apenas é convidado a participar como é relembrado de uma antiga promessa de coadjuvação em revista mais antiga do que As Farpas. Escreve o filho de Garcia: "Daí as cartas escritas numas férias grandes, talvez as do ano em que Eça fez a sua formatura. Meu Pai recebeu-as com entusiasmo e alvoroço. A projectada revista converteu-se, porém, nas Farpas que, ele o disse, seriam o 'folhetim da Revolução', isto é, a forma literária ao serviço da Ideia".
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