Avaliação das estratégias de primeira intervenção na catástrofe associada ao ciclone Idai, em março de 2019 (Moçambique)
DOI:
https://doi.org/10.14195/1647-7723_32-extra1_9Palavras-chave:
Ciclone Idai, catástrofe, vulnerabilidade, gestão de emergênciasResumo
As emergências associadas a catástrofes exigem prática e formação contínua para agilizar processos e intervenções. O estudo apresenta a retrospetiva histórica do ciclone Idai, ocorrido em março de 2019, em Moçambique, com foco nos seus impactos nas províncias de Tete e Sofala (Beira). Analisaram-se as consequências e desafios na gestão da catástrofe, bem como a sua dinâmica nas fases de pré-impacto, impacto propriamente dito, destruição e intervenção. Estratégias usadas para minimizar danos, como pesquisas exploratórias, experiências no campo e reflexões sobre recursos humanos e condições logísticas podem trazer melhorias futuras em países subdesenvolvidos. A ausência de um Plano de Emergência, coordenado com um Sistema de Comando de Acidentes Graves e Catástrofes dificultou a coordenação por falta de liderança e o fluxo de informações entre agências. Três seminários sobre gestão de segurança e saúde em ambientes de crise foram realizados em Tete, Beira e Maputo, com o objetivo de melhorar a resposta a catástrofes, difundir conhecimentos e capacitar a população para minimizar riscos e otimizar a resposta a eventos futuros.
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