POESIA, TERRA NATAL DA RESISTÊNCIA

  • Laura Padilha Universidade Federal Fluminense

Resumo

Partindo de algumas reflexões de Hannah Arendt, principalmente aquela em que a filósofa afirma que “[...] na ação a pessoa se exprime de uma maneira que não há em qualquer outra atividade. Deste ponto de vista a palavra é também uma forma de ação” (2001: 40), o artigo propõe uma breve leitura da obra da autora santomense Alda Espírito Santo, interpretando-a como um gesto de resistência. Tal resistência, em um primeiro movimento, se manifesta contra o colonialismo português e suas ações de violência, como se dá com o massacre de Batepá, por exemplo. O segundo movimento cobre as produções da chamada pós-independência e por ele se demonstra a lucidez da poetisa, ao perceber que as certezas do passado revolucionário se tansformaram, muitas vezes, em “incertezas” que a levam de novo a fazer um pacto com a resistência.

Palavras-chave

Alda Espírito Santo, poesia, literatura são-tomense

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Publicado
2017-06-19
Como Citar
PADILHA, Laura. POESIA, TERRA NATAL DA RESISTÊNCIA. Revista de Estudos Literários, [S.l.], v. 5, p. 459-474, jun. 2017. ISSN 2183-847X. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/rel/article/view/4307>. Acesso em: 21 out. 2017.