A importância de se chamar Ferreira de Castro… a repressão no Estado Novo e a oposição dos “intelectuais”

  • Luís Reis Torgal Universidade de Coimbra
Palavras-chave: Estado Novo, fascismo, intelectuais, Ferreira de Castro, polícia política

Resumo

O “Estado Novo”, vulgarmente chamado “fascismo à portuguesa”, sistema corporativo com ideologia única e com “partido único”, teve a sua polícia política que foi tratando os diversos casos em função da ideologia de cada um, do estrato social a que pertencia ou da sua importância pessoal. Os “intelectuais”, na sua grande maioria, exerceram desde sempre uma acção de oposição em defesa da liberdade, tendo sido, porém, objecto de repressão diferente, por exemplo, conforme eram simplesmente liberais ou comunistas, de acordo com as críticas que faziam ao regime ou a sua importância literária. Ferreira de Castro era um escritor consagrado nacional e internacionalmente. Assim, olhando o seu processo, verifica-se que, apesar de ter participado em quase todas as acções pacíficas contra o Estado Novo (que iam sendo descritas e vigiadas pela polícia), não foi vítima de uma repressão demasiado violenta, como a prisão, a tortura ou a perda de direitos políticos.

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Publicado
2020-09-28

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