A “DESVAIRADA MÁQUINA DE PRODUÇÃO DA FICÇÃO” EM TEATRO, DE BERNARDO CARVALHO
Resumo
Bernardo Carvalho afirmou numa entrevista que o “romance é uma máquina desvairada de produção de ficção”. Este artigo visa demonstrar que, em
Teatro, a construção do ficcional assenta na complexificação/destruição do efeito de realidade, evidenciado no confronto quer entre o título e o relato,
quer entre a primeira e segunda partes da narrativa. A análise da intriga e das personagens revela que o romance se afasta da tendência frequente
na ficção brasileira para o realismo e o documental, prevalecendo nele a imaginação e a criação, tidas pelo autor como características essenciais da
literatura. Se bem que os acontecimentos narrados estejam impregnados de realidade, a história não pode ser lida como “real”, pois não se completa
perfeitamente e se contradiz. No entanto, as duas partes da obra se aproximam pelo enraizamento na contemporaneidade e por sua intriga e personagens problematizarem os laços que atualmente ligam os indivíduos, os territórios e as nações.
Palavras-chave
romance brasileiro, Bernardo Carvalho, Teatro, hipercontemporaneidade
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