Novidade e silêncio em música. Considerações Intempestivas sobre a noção de ‘Conteúdo de verdade' segundo Theodor Adorno
DOI:
https://doi.org/10.14195/0872-0851_68_4Palavras-chave:
filosofia da música, Adorno, Webern, novidade, ontologia da música, conteúdo de verdade, triângulo de escuta, escuta intensiva/extensive, silêncioResumo
Adorno colocou sob a mira da filosofia a noção de “novidade” em música (§ 1), que posteriormente intersetou com a noção de “conteúdo de verdade” (§ 2). Visando ultrapassar a cativação das duas noções pela teoria crítica, este artigo vincula-as a uma filosofia da música radicalmente entendida. Uma correta ontologia da novidade permite estender o conteúdo de verdade da música e dos seus eixos material (§ 2.1.) e formal (§ 2.2.) ao tempo ocasional e negativo do ouvinte enquanto apelo à novidade ou criação, vocação de todos os seres humanos. Na música, esta passa pela escuta imanente à história e à sociedade, mas ao mesmo tempo transcendente a ambas, graças à novidade que “responde à incondicionalidade do eterno no negativo da ocasião” (§ 3). É o caso de Webern, cuja linguagem musical procura alcançar o lugar utópico da própria novidade. O artigo defende a extensão da novidade à criação artística do ouvinte, independentemente do seu lugar no quadro do que se denominará “triângulo da escuta musical”.
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