Os ecos de um mundo às escuras

Tempos sombrios em Hannah Arendt e o estado de excepção em Giorgio Agamben

Autores

  • José Luiz de Oliveira Universidade Federal de São João del-Rei
  • Maria Clara Gomes Universidade Federal de São João del-Rei

DOI:

https://doi.org/10.14195/0872-0851_69_10

Palavras-chave:

tempos sombrios, estado de exceção, Hannah Arendt, Giorgio Agamben, filosofia política contemporânea

Resumo

Este artigo examina a persistência dos «tempos sombrios» da filosofia arendtiana, sustentando que regimes democráticos contemporneos mantêm formas de desumanização por meio da adoção do estado de exceção como técnica ordinária de governo e do obscurecimento do espaço público. Baseando-se em Hannah Arendt e Giorgio Agamben, o texto mostra como esses mecanismos produzem sujeitos excluídos da proteção jurídica e destituídos de reconhecimento político. Assim, a articulação entre «tempos sombrios», «vida nua» e «estado de exceção» evidencia zonas de indistinção, que banalizam a violência e o abandono, os quais ecoam na história e subsistem como um dilema do nosso tempo.

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Publicado

2026-03-26