Vers la reconnaissance mutuelle: Ricoeur contre Kojève
DOI:
https://doi.org/10.14195/0872-0851_64_13Palavras-chave:
Althusser, assujettissement, idéologie, Kojève, reconnaissance, Ricoeur, subjectivitéResumo
Neste artigo, analisam-se duas teorias filosóficas do reconhecimento: a de Paul RicÅ“ur e a de Alexandre Kojève. Traça-se uma linha que aponta para o desenvolvimento da teoria do reconhecimento como um retorno de RicÅ“ur a Kojève. A hipótese apresentada aqui é a de que no decurso dos últimos vinte anos, a teoria do reconhecimento transformou-se numa teoria da falta de reconhecimento. Por sua vez, essa teoria da falta se reconhecimento funda-se numa luta entre sujeitos e traz-nos de volta ao discurso da luta entre o Escravo e o Mestre. Essa transformação da luta em reciprocidade (e vice-versa) sugere, em nosso entender, que aquilo que é necessário neste momento da história é uma teoria da constituição da identidade como processo de resistência ao assujettissement. Na década de 2010, quando essa teoria da falta de reconhecimento se formou, principalmente no mundo anglófono, a constituição do sujeito começou a ser compreendida novamente como o resultado de lutas nas teorias feministas, marxistas e outras teorias emancipatórias. Neste artigo, examinamos tanto os argumentos de RicÅ“ur contra Kojève e os de Althusser e a teoria da falta de reconhecimento em geral, quanto os do "retorno" da argumentação de Kojève na teoria contempornea da falta de reconhecimento.
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