Rotas da classificação: perceções de uma organização portuguesa de profissionais do sexo sobre o tráfico de seres humanos
DOI:
https://doi.org/10.14195/2183-8925_44_11Palavras-chave:
Tráfico de seres humanos, Trabalho sexual, Exploração, Agência, PortugalResumo
Historicamente associado à prostituição, o tráfico de seres humanos (TSH) é um conceito contestado. Em vários países, as políticas de combate ao TSH equiparam-no ao trabalho sexual, gerando tensões entre categorias institucionalizadas e as perceções e experiências de profissionais do sexo. Portugal distingue-se por não estabelecer essa equivalência, o que permite avaliar se tais tensões persistem em contextos onde as agendas antitráfico e antiprostituição não se sobrepõem. Com base em seis entrevistas semiestruturadas, este artigo analisa a forma como uma organização portuguesa de profissionais do sexo compreende o TSH, contrastando as suas perceções com a definição internacional do fenómeno e o perfil da «vítima ideal» associado. Os resultados indicam que a organização adota uma definição de TSH mais restrita do que a prevista no direito internacional, entendendo que o tráfico ocorre apenas quando existe engano quanto à natureza do trabalho a desempenhar no país de destino de uma migração transnacional.
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