Beyond Captivity: Christian Prisoners in North Africa and the Dynamics of Forced Migration (1578-1774)
DOI:
https://doi.org/10.14195/2183-8925_44_1Palavras-chave:
Migração forçada, Cativeiro, Relações entre cristãos e muçulmanos, Resgate de cativos, Ordem da Santíssima TrindadeResumo
A captura e o resgate de cativos constituíram um elemento central das dinmicas migratórias no espaço luso-magrebino. Para além das migrações voluntárias motivadas por fatores políticos, religiosos ou económicos, o cativeiro configurou um padrão específico de mobilidade forçada que articulava os litorais cristãos da Península Ibérica com os portos corsários do Magrebe. Desde a conquista de Ceuta (1415) até aos tratados de paz do século XVIII, milhares de indivíduos foram deslocados contra a sua vontade em resultado de conflitos fronteiriços, corso e pirataria. Neste contexto, a Ordem da Santíssima Trindade desempenhou um papel central como mediadora, organizando redes de recolha de fundos e negociações de resgate junto das autoridades muçulmanas. Ao abordar a evolução destas práticas “ do resgate individual à s trocas diplomáticas “ este estudo propõe compreender o cativeiro como um fenómeno migratório coercivo, distinto da escravidão, mas essencial para interpretar as interações luso-magrebinas na Idade Moderna.
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