Documentário, verdade e memória: a ocupação do tempo em Sonhos de uma Revolução (Pedro Neves, 2023)

Autores

  • Tiago Vieira da Silva ESAP, Centro de Estudos Arnaldo Araújo | UMinho, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade https://orcid.org/0000-0003-1917-7642

DOI:

https://doi.org/10.14195/2183-8925_44_17

Palavras-chave:

cinema, documentário, verdade, colonialismo, memória

Resumo

De que forma o pode o cinema participar ativamente da disputa da memória? A partir da curta-metragem Sonhos de uma Revolução (2023) de Pedro Neves, propomo-nos pensar o cinema, mais concretamente, o documentário, como veículo de (contra)discursos sobre a realidade. Interrogando o legado do colonialismo português a partir dos romances O Mapeador de Ausências (2022) de Mia Couto e O Museu da Revolução (2021) de João Paulo Borges Coelho, Pedro Neves debruça-se sobre as histórias esquecidas, assinalando o papel da linguagem cinematográfica na enunciação das suas inquietações sobre o peso do passado. Refletindo sobre a ambiguidade inerente à s tentativas de classificação do documentário enquanto sistema narrativo, o artigo ilumina a complexidade deste exercício à luz da relação entre cinema e verdade, incidindo no contexto nacional. Por fim, a análise de Sonhos de uma Revolução reatualiza esta discussão, sinalizando o papel do cinema documentário na interpelação crítica da memória coletiva.

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Publicado

2026-05-19