Além de branco e negro
irmandade, festa e alteridade parda no Brasil colonial
DOI:
https://doi.org/10.14195/1645-2259_25-2_3Palavras-chave:
Pardo, Brasil Colônia, raça, alteridades, rituais públicosResumo
No dia treze do setembro de 1745, a irmandade parda de Nossa Senhora do Livramento de Recife, em colaboração com a irmandade também parda de Nossa Senhora de Guadalupe, da vizinha Olinda, encantou a maior cidade de Pernambuco com uma grande festa pública em honra do então Beato Gonçalo Garcia, beatificado em 1627. Aqui a estudo como uma encenação de uma alteridade parda por parte dos irmãos pardos. Na seleção dos componentes da procissão (carros triunfais, figuras alegóricas, música e danças), os irmãos pardos escolheram elementos de ambas as culturas paternas e maternas, mas também elementos e formas com que esse grupo já vinha se identificando, encenando, assim, sua própria identidade. Essa identidade desafia a equiparação de alteridade com uma dualidade branco-negro e nos convida a repensar as identidades coloniais e a pensar novamente as identidades que os sujeitos coloniais articularam, como a mulata, que, entretanto, também ficará fora deste paradigma e deste artigo.
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