Espaços contestados e práticas rituais no Nagasaki da Idade Moderna
o festival de Suwa e a procissão do Corpus Christi
DOI:
https://doi.org/10.14195/1645-2259_25-2_2Palavras-chave:
Nagasaki, procissão de corpus christi, espaço urbano, missões em Japão, festival de SuwaResumo
No começo do século XVII, em Nagasaki, as procissões religiosas convertem-se em uma ferramenta para impulsar os interesses económicos e políticos das missões cristãs e do governo anticristão japonês. Neste artigo argumenta-se que a celebração xintoísta de Suwa recorre a estratégias de organização, controle e de articulação da população e do espaço quase idênticas às do Corpus Christi, mas utilizando-as para subverter os pressupostos ideológicos da celebração cristã. Na procissão do Corpus Christi, a organização da cidade em bairros, paróquias e instituições cristãs converge com formas de regulação social locais – desde as estruturas familiares até às da administração civil – para afirmar o triunfo da cristandade sobre as hierarquias humanas e o espaço urbano. No Suwa, estas formas locais de organização adaptam-se e mudam para impulsionar a ideia da restauração de uma ordem japonesa autóctone após a proibição do cristianismo, o que coloca aos marginalizados da cidade cristã no coração da celebração xintoísta.
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