“Bailes”, Danças e Contradanças nas narrativas dos rituais públicos
alteridades nas representações musicais e coreográficas ao longo do século XVIII
DOI:
https://doi.org/10.14195/1645-2259_25-2_6Palavras-chave:
Danças, Música, Alteridades, Império Português, Práticas festivasResumo
Circunscrito ao século XVIII e ao espaço luso-brasileiro, este estudo centra-se nas práticas musicais e coreográficas presentes nos rituais do império português e no modo como estas representaram e incorporaram o “outro”. Analisam-se as principais tipologias de danças e “bailes” (modalidade de “teatro breve” que incluía partes cantadas e coreográficas) referidas nas narrativas dos rituais, considerando duas categorias principais: as celebrações do Santíssimo Sacramento e as festas reais. Em que medida o carácter exótico associado à imagem das diferentes etnias se manifestava igualmente nos planos sonoro e coreográfico? Até que ponto eram incorporadas danças indígenas nos rituais ou se recriava uma imagem idealizada destas? Que afinidades teriam as contradanças e minuetos (de matriz europeia) dançadas no Brasil com as que eram praticadas em Lisboa? Estas e outras questões conduzem uma investigação que procura também identificar persistências e mudanças ao longo do tempo. Demonstra-se que a dimensão exótica persistia de forma mais codificada a nível visual, enquanto as danças e a respectiva música configuraram múltiplas variantes num complexo mosaico de interacções culturais.
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