“Falando ElRey, lhe perguntou da saude d’ElRey”
Ritualização diplomática e modernidade política entre Portugal, África e Ásia (c.1482-1502)
DOI:
https://doi.org/10.14195/1645-2259_25-2_1Palavras-chave:
Diplomacia, Globalização, Império, Estado Moderno, ColonialidadeResumo
Este artigo insere-se numa investigação mais alargada sobre as dinâmicas diplomáticas que sustentaram a primeira globalização. Nas páginas que se seguem, procurarei, primeiro, caracterizar a cultura diplomática que, no meu entender, foi crucial para o estabelecimento de relações duráveis no Índico, e também numa África Ocidental que possibilitou, poucos anos antes, aprendizagens relevantes para a acção dos portugueses no Oriente. Passarei depois a uma análise das motivações transversais que, quer fosse na Ásia, quer em África, quer ainda no próprio reino, animaram reis e régulos a investirem em mecanismos diplomáticos com uma forte componente ritual/cerimonial para consolidarem o seu poder. Formularei por fim algumas perguntas mais abrangentes sobre o significado de tudo isto para a história das formações políticas tardo-medievais e modernas. Uma das hipóteses aqui aventadas é que uma história transnacional das práticas diplomáticas poderá ajudar a compreender melhor o carácter dinâmico do poder régio em Portugal na passagem para o século XVI – um ponto contencioso na historiografia nacional, e que merece um novo enfoque numa perspectiva transnacional
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