• Capa da Revista de Estudos Literários n.º 5 Literaturas Africanas de Língua Portuguesa
    v. 5 (2015)

    As literaturas angolana, moçambicana, caboverdiana, são-tomense e guineense são, hoje, sistemas literários constituídos, autónomos, independentes, apresentando-se como consistentes no contexto das dificuldades de países emergentes em ciclo de consolidação. Esses cinco países possuem, obviamente, cada qual, um campo literário, isto é, o que cada sociedade tem definido como área da literatura, com escritores, textos, leitores, crítica, ensino, livros, editoras, livrarias, prémios literários e associações de escritores, entre outros elementos constituintes da instituição literária própria. Este número da nossa revista inclui contributos diversificados, mostrando algo do que se pensa e escreve nesta área. Queremos sobretudo chamar a atenção dos leitores para a derradeira entrevista de Manuel Ferreira (que estava inédita, dada ao escritor angolano Lopito Feijoó e, por ele, a nós), no mês em que faleceu (em 1992, há quase um quarto de século!). Trata-se de um documento de homenagem àquele que foi – paradoxalmente um gigante solitário e solidário – cabouqueiro, divulgador, editor, professor, cavaleiro andante das sete partidas, apaixonado das cinco literaturas, referência mundial incontornável, para quem se aproxima, pela primeira vez, deste campo. Que, com ele e com outros, possamos colher as primeiras sementes que hão de florir nas primaveras estudantis e alimentar os verões quentes das poderosas investigações!

  • Capa da Revista de Estudos Literários n.º 4 Personagem e Figuração
    v. 4 (2014)

    O presente número da Revista de Estudos Literários procede à publicação das intervenções do quarto colóquio “Figuras da Ficção”, realizado a 4 e 5 de novembro de 2013, na Faculdade de Letras de Coimbra. Com uma exceção, nele participaram já ou continuam a participar os autores dos textos que adiante podemos ler, distribuídos por três secções, a saber: em “Teoria, figuração, interpretação” encontram-se três das conferências apresentadas no colóquio “Figuras da Ficção 4”, tratando de questões de teoria, de análise interdisciplinar e transnarrativa, bem como de exegese renovada, à luz da problemática da figuração; em “Figuração literária: estudos de personagem” a questão da figuração (uma questão que é axial, tendo em vista as bases e os objetivos do projeto) orienta-se para a análise de casos específicos; em “Figurações transmediáticas” são inseridos aqueles textos que, confirmando o potencial de diversificação dos estudos narrativos e dos estudos de personagem, abordam narrativas do chamado universo mediático, em que a figuração e a figura ficcional conhecem também um destaque apreciável: no discurso de imprensa, na banda desenhada, no cinema, no relato televisivo e no universo digital.

  • Capa da Revista de Estudos Literários n.º 3 Ensino da Literatura
    v. 3 (2013)

    Encontrando-se em evidente situação de perda, o Ensino da Literatura vê-se hoje cada vez mais questionado na Escola e na Universidade. Inquirir as razões do fenómeno e saber como é que ele pode ser enfrentado no plano institucional e no plano das práticas concretas constitui o objetivo do número 3 da Revista de Estudos Literários. Neste sentido, o volume equaciona problemas de caráter geral como a questão do ensino da língua e da literatura ou o testemunho que  professores-escritores legaram da sua experiência, contrariada, relutante ou entusiasta. Numa perspetiva mais prática, analisa-se o programa de Português do ensino básico, em vigor desde 2009, destacando o reforço do espaço concedido ao texto literário, de complexidade e extensão varíavel, clássico e contemporâneo, e ensaiam-se propostas didáticas iluminadoras de um cânone que continua a suscitar fé inabalável, desde a epopeia ou a verve parodística, que ambiguamente reescreve modelos consagrados, à adaptação neutralizadora da opacidade do clássico, para consumo escolar. Num registo menos endógeno, sugere-se o diálogo interartes, integrador do texto literário num concerto de afinidades ou a instigação ética como forma de explorar o potencial formativo da literatura. Já fora do âmbito da formação académica obrigatória, discutem-se ainda as virtualidades didáticas da literatura na lecionação do Português como língua estrangeira, envolvendo a candente questão da interculturalidade, e na formação superior em Jornalismo.

  • Capa da Revista de Estudos Literários n.º 2 Literatura no Século XXI
    v. 2 (2012)

    O foco de atenção deste volume dirige-se para os aspetos tecnológicos e materiais que têm transformado as práticas de criação, comunicação e leitura literária, e cujos efeitos se fazem sentir transversalmente na cultura atual. Esta cultura tem sido descrita cada vez com mais frequência como uma cultura do software, isto é, como uma cultura cujas práticas e formas são mediadas e determinadas por programas digitais. A ubiquidade da mediação digital significa que se torna hoje difícil circunscrever práticas e formas artísticas que não tenham, em menor ou maior grau, integrado as novas condições materiais de produção nos seus processos. No caso particular da arte literária, a alteração em curso da ecologia medial implica a reconfiguração da relação entre o impresso e o digital, num processo que não é apenas de concorrência, mas também de cooperação e de retroalimentação. Considerar o tema "literatura no século XXI" significa, neste caso, pensar a textualidade digital e a presença crescente do computador e da programação nas práticas literárias pós-World Wide Web.

  • Capa da Revista de Estudos Literários n.º 1 Os Estudos Literários em Portugal no Século XX
    v. 1 (2011)

    Enquanto objecto de investigação e área específica de ensino, a Literatura é hoje muitas vezes questionada nos seus fundamentos e até na sua relevância social e institucional. Sabemos que boa parte dessa desconfiança resulta da crise que afecta as Humanidades no seu todo. Mas, sem que isso seja posto em relevo, uma outra parcela desse cepticismo deriva também do rumo que os estudos literários têm assumido nos últimos tempos. Assim entendemos começar: com a consciência das nossas limitações, porque é sabido que uma parte considerável dos problemas que os estudos literários e humanísticos hoje enfrentam é de carácter exógeno; mas também com a determinação forte de querer contribuir para superar uma situação menos favorável, naquilo que nela também existe também de endógeno e de, por isso mesmo, mais facilmente remediável. A estrutura habitual da revista será aquela que neste primeiro número se define. Existirá sempre um núcleo temático central, que, no presente caso, são os estudos literários em Portugal no Século XX.

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