Chamada de artigos para o número 10 da Mediapolis

2019-05-21

Balanço e Desafios dos Estudos sobre o Agendamento

 

Em 1972, foi publicado o célebre estudo de Chapel Hill que originou a formulação clássica do conceito e iniciou os estudos do Agendamento tal como os conhecemos hoje. A demonstração por Max McCombs e Donald Shaw da capacidade dos media para influenciarem a projeção dos acontecimentos na opinião pública, estabelecendo um pseudo-ambiente potenciado pelos próprios meios de comunicação, criou a base para milhares de pesquisas ao longo das décadas seguintes. que atravessaram os desenvolvimentos sociais e dos media. Decorridos mais de cinquenta anos, marcados por importantes desenvolvimentos sociais e dos media, os estudos do agendamento abrangem e aplicam-se a uma ampla gama de disciplinas académicas e contextos mediáticos.

Para celebrar e refletir o relevante papel do agendamento nos estudos da comunicação e a sua importância na vida cívica, a  Mediapolis - Revista de Comunicação, Jornalismo e Espaço Público dedica o seu n.º 10 à reflexão sobre a atualidade da ideia de Agendamento, num tempo marcado por importantes desenvolvimentos tecnológicos, sociais e políticos.

Mais de meio século de pesquisas e, sobretudo, década e meia de debate teórico e estudos empíricos sobre o agendamento na era da Internet, que balanço é hoje possível fazer sobre uma das teorias mais influentes do estudo da comunicação e dos media?

 

Para este número temático, sugere-se a ligação do Agendamento a temas atuais dos estudos da comunicação e da política, como é o caso, entre outros, das notícias falsas, da pós-verdade ou dos algoritmos. Valorizam-se ainda abordagens que enfatizem o modo como as agendas dos media relacionam as perspetivas de comunidades de interesse (o bem comum) com os olhares e as experiências individuais, e como daí pode resultar uma representação coerente do mundo.

Neste âmbito, convida-se  à submissão de artigos científicos sobre pesquisas em torno da problemática do Agendamento que incluam, temas como:

  • a necessidade de orientação;
  • o agenda-setting na era nos novos media;
  • o agendamento intermedia;
  • o agendamelding;
  • e reflexões, numa perspetiva democrática, sobre os perigos e as oportunidades das formas contemporâneas de agendamento.

 

Deverão seguir as normas de publicação, que podem ser consultadas no seguinte link.

 

 CALENDÁRIO

Receção de artigos

15 de julho de 2019

Avaliação dos artigos

De 16 de julho a 14 de setembro de 2019

Comunicação dos resultados

 15 de setembro de 2019

Publicação

 Fevereiro de 2020