Auto-Compaixão: Estudo da validação da versão portuguesa da Escala da Auto-Compaixão e da sua relação com as experiências adversas na infância, a comparação social e a psicopatologia

  • Paula Castilho Universidade de Coimbra
  • José Pinto Gouveia Universidade de Coimbra
Palavras-chave: Auto-compaixão, Propriedades psicométricas, Experiências negativas na infância, Comparação social, Sintomas depressivos

Resumo

A Auto-Compaixão é uma estratégia de auto-regulação emocional com um efeito amortecedor no desenvolvimento da psicopatologia. O primeiro estudo apresenta as propriedades psicométricas da versão portuguesa da Escala da Auto-Compaixão (Self-Compassion Scale, SCS; Neff, 2003); as experiências adversas na infância associadas negativamente à auto-compaixão e a relação com a comparação social e psicopatologia, numa amostra de 631 estudantes universitários. Os valores de consistência interna, de estabilidade temporal e de validade convergente e divergente são satisfatórios. O segundo estudo mostra que o criticismo e desinteresse do pai (nos homens) e da mãe (nas mulheres) contribuem para auto-compaixão baixa. Esta é fundamental para a aceitação social, assim como a existência de uma mãe calorosa (nas mulheres). A sobre-identificação contribui para a depressão, nos homens, e o isolamento, a dificuldade em ser tolerante e amável consigo próprio e a sobre-identificação nas mulheres. A auto-compaixão e pais cuidadores protegem da depressão, nas mulheres.

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Publicado
2011-07-01
Como Citar
Castilho, P., & Gouveia, J. P. (2011). Auto-Compaixão: Estudo da validação da versão portuguesa da Escala da Auto-Compaixão e da sua relação com as experiências adversas na infância, a comparação social e a psicopatologia. Psychologica, (54), p. 203-230. Obtido de https://impactum-journals.uc.pt/psychologica/article/view/1106
Secção
Artigos

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