Presépio de várias vozes
vilancicos na Capela Real de Lisboa, 1640-1716
DOI:
https://doi.org/10.14195/1645-2259_25-2_5Palavras-chave:
Vilancicos, Capela Real de Lisboa, alteridade culturalResumo
O artigo analisa menções a grupos subalternizados e outros nas poesias dos livretos com vilancicos cantados na Capela Real de Lisboa. Esse foi um espaço marcado por uma rígida hierarquia no Paço da Ribeira, mas também relacionado à dinâmica do império ultramarino português, como uma caixa de ressonância cultural. À maneira de um presépio atualizado no tempo, as letras dos vilancicos cantados nos dias de Natal e de Reis, no centro da monarquia portuguesa, representam como aqueles homens e mulheres de elite viam a si mesmos e projetavam imagens poéticas dos considerados subalternos e/ou etnicamente diferentes. Os cantos mimetizavam e reconheciam a existência dos “outros”, associando-os a figuras dos evangelhos. O gênero poético e musical e os suportes do corpus documental são analisados em relação a esses aspectos.
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